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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rosa Albardeira




ROSA-ALBARDEIRA

vi uma rosa-albardeira
ai se eu pudesse colhia-a
mas disse-me um passarinho
que se a colhesse morria

que se a colhesse morria
pois não se dá prisioneira
meu amor, eu não sabia
que eras a rosa-albardeira

fui-te a ver e não voltei
deixei pai, deixei mãe
e a casa onde nasci
és para mim a primeira
queira deus ou não queira
já não me largo de ti

fui-te a ver ao pé da serra
a tua rosa foi minha
e semeei-te na terra
à noite pela fresquinha

um dia quando eu partir
fica a nossa sementeira
de nós dois há-de florir
mais uma rosa-albardeira

fui-te a ver e não voltei
deixei pai, deixei mãe
e a casa onde nasci
és para mim a primeira
queira deus ou não queira
já não me largo de ti
.
Música: João Gil
Letra: J. Monge

Sobre a Rosa Albardeira:
...Começou por se chamar Paeonia lusitanica (Miller), mas foi rebaptizada Paeonia broteroi (Boissier & Reuter) por se tratar de uma espécie endémica da Península Ibérica, onde aparece, com parcimónia, a Oeste e a Sul. Prefere lugares de estrato arbóreo esparso, menos expostos ao sol e perto de cursos água. Floresce, brevemente, entre Março e Junho...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

MAX





Pomba branca pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta pelo mar

Músicos Madeirenses

Resumo da Biografia de Max no Programa Músicos Madeirenses da RTP-Madeira em Fevereiro de 2009.




MÚSICA PORTUGUESA



Bate o Pé, imitação de instrumentos e O Magala (0 31) num espectáculo transmitido pela RTP. Max nasceu na Madeira em 1918 tendo falecido em Lisboa em 1980.

OUVI DIZER



Music Video
Directed by José F. Pinheiro
1999 Portugal
Ouvi Dizer
Ornatos Violeta (featuring Vitor Espadinha)

Ouvi dizer que o nosso amor acabou
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.

E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!

E pudesse eu pagar de outra forma! (x3)

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!

Sobre a razão estar cega
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu não fui
Um dia vou-te ouvir dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma! (x3)
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma! (x3)

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas... nos carros... nas pontes... nas ruas...
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!